EVOLTHEALTH Agendar demonstração
JOURNAL · CORPORATIVO

Reajuste do plano em 2027:
como chegar à renovação com dados

O relatório Global Medical Trend Rates 2027, da Aon, projeta que os custos médicos dos planos corporativos no Brasil subam 11,1 % em 2027 — acima dos 9,7 % projetados para 2026.

O Brasil vai na contramão do mundo. A tendência global recua de 9,8 % para 9 %; na América Latina e Caribe, fica praticamente estável, de 10,3 % para 10,4 %.

Descontada a inflação geral, a alta líquida no país passa de 5,4 % para 7,7 %. É o número que vai chegar à mesa do CFO na próxima renovação.

Publicado em 9 de novembro de 2026 · 4 min de leitura · Evolt Health Brasil
02CORPORATIVO

A projeção não é o seu reajuste

A taxa da Aon mede a tendência de custo médico dos planos patrocinados por empregadores. Ela não se traduz diretamente no percentual de cada contrato.

O reajuste do seu contrato é calculado sobre a sua carteira. E é exatamente aí que a empresa tem margem para negociar — ou não tem nenhuma.

03CORPORATIVO

O que forma o reajuste de um contrato empresarial

01

Inflação médica

A variação dos custos médico-hospitalares: preço de procedimentos, materiais, medicamentos e incorporação de novas tecnologias. É o componente que a empresa não controla.

02

Sinistralidade da carteira

A relação entre o que a operadora pagou em eventos e o que recebeu em mensalidades. Planos coletivos empresariais não têm teto de reajuste fixado pela ANS — o percentual é negociado contrato a contrato.

03

Porte do contrato

Contratos com menos de 30 beneficiários entram no agrupamento da operadora e recebem o mesmo percentual do conjunto. Acima disso, a experiência da própria carteira pesa diretamente.

04

Peso das internações

Segundo a Aon, as internações respondem por cerca de metade dos sinistros das apólices corporativas no país. Para 2027, o relatório aponta aumento das internações entre os fatores de pressão.

04CORPORATIVO

Onde o custo está: as cinco condições da Aon

Por impacto no custo dos planos corporativos no Brasil, o relatório lista:

01
Doenças cardiovasculares.
02
Câncer.
03
Doenças autoimunes.
04
Saúde mental.
05
Problemas musculoesqueléticos e de coluna.

Entre os fatores de estilo de vida citados estão sedentarismo, obesidade, alimentação inadequada, má gestão do estresse e consumo excessivo de álcool e drogas.

Ao menos duas das cinco condições têm precursores físicos mensuráveis antes do sinistro. A gordura visceral é fator de risco cardiovascular estabelecido; a perda de massa muscular e as assimetrias segmentares antecedem o problema musculoesquelético. A saúde mental tem correlatos fisiológicos que o Journal já discutiu.

05CORPORATIVO

O que levar para a mesa de renovação

A operadora precifica o passado da sua carteira. A empresa só negocia o futuro se medir o presente.

01
A série de utilização. Relatórios de sinistralidade e de utilização por tipo de evento, solicitados à operadora ou à corretora antes da carta de reajuste chegar.
02
A linha de base fisiológica da população. Quantos colaboradores estão acima de 100 cm² de gordura visceral, com índice de inflamação elevado ou com idade biológica acima da cronológica — sempre em dado agregado e anonimizado.
03
Um plano com indicador. Programas com meta, prazo e marcador de resultado, não campanhas de adesão.
04
O cronograma de reavaliação. A prova de que o risco medido hoje será medido de novo — e de que a curva será mostrada na próxima renovação.
06CORPORATIVO

Sinistralidade é lagging. Fisiologia é leading.

A sinistralidade registra o evento depois que ele aconteceu. Quando o número sobe, a internação já foi paga.

Marcadores fisiológicos como gordura visceral, ECW/TBW e massa celular corporal derivam meses antes do evento clínico. É a única janela em que o custo ainda pode ser evitado em vez de apenas repassado.

Há um segundo motivo para ter esse dado em 2027: a NR-1 passou a exigir a gestão de riscos psicossociais no PGR, e evidência objetiva sobre a saúde da força de trabalho serve às duas frentes.

07PERGUNTAS FREQUENTES

O que precisa estar claro.

01A ANS limita o reajuste de plano de saúde empresarial?

Não. A ANS fixa teto de reajuste apenas para planos individuais e familiares. Nos coletivos empresariais, o percentual é negociado entre operadora e empresa, com base na inflação médica e na sinistralidade da carteira. Contratos com menos de 30 beneficiários recebem o percentual do agrupamento da operadora.

02A projeção de 11,1% da Aon será o reajuste do meu plano em 2027?

Não necessariamente. A taxa da Aon é a tendência projetada de custo médico dos planos corporativos no Brasil. O reajuste de cada contrato depende da experiência da própria carteira — utilização, sinistralidade e perfil de risco da população coberta.

03Como dados de saúde dos colaboradores ajudam na negociação sem violar a LGPD?

Com dado agregado e anonimizado. O que entra na negociação é o perfil de risco da população — percentuais, faixas e tendências —, nunca o dado individual. No Evolt Insights, nenhum dado individual identificado é exposto ao gestor.

04Quando a empresa deve começar a se preparar para a renovação?

Antes da carta de reajuste chegar. A linha de base fisiológica e os relatórios de utilização precisam estar prontos quando a negociação começa — depois da proposta da operadora, a empresa só consegue discutir o número, não o risco por trás dele.

Publicado em 9 de novembro de 2026.
Conteúdo de caráter técnico-educativo, não substitui avaliação médica individual. Revisado pela equipe de Health Intelligence da Evolt Health Brasil.
O PRÓXIMO PASSO

Comece pelo mapeamento gratuito.